Lá no alto, além das nuvens,
Eu me sento pra pensar.
Penso em coisas já passadas,
Sepultadas
Mas amadas.
Penso em dores
E amores,
Dissabores
Ou temores.
Penso em tudo, penso em nada,
Penso em não pensar em nada.
Penso em vão
(E sem razão!),
Penso em mim
(E no meu fim!).
Penso a vida
E esqueço a morte,
Penso a lida,
Fraca ou forte.
Penso em tudo, penso em nada,
Penso até no tudo-ou-nada.
Até que a noite, entediada,
Diz “Adeus!” e vai dormir.
Então minha alma, aliviada,
Fecha os olhos, a sorrir ...
• © Paddy Ryan • 20 de março de 2000 •
Mostrando postagens com marcador abstrato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador abstrato. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2001
Dor e amor
A dor sufoca, agita e inflama,
Cresce e tenta dominar;
Um pesadelo acorda e clama,
Mas quem o pode iluminar?
Perdida num deserto de emoções,
Sozinha, ouça a dor se lamentar ...
E o Sol aquece os corações
Que só pensam em amar ...
• © Paddy Ryan • 30 de maio de 1992 •
Cresce e tenta dominar;
Um pesadelo acorda e clama,
Mas quem o pode iluminar?
Perdida num deserto de emoções,
Sozinha, ouça a dor se lamentar ...
E o Sol aquece os corações
Que só pensam em amar ...
• © Paddy Ryan • 30 de maio de 1992 •
terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Cheiro de medo
O Sol, cansado de nascer
Todo dia, e sempre ver
A mesma coisa, se esconde.
Em algum lugar, não sei onde,
Parece que ouço um berro,
E sinto o cheiro de ferro
Cortando carne, o cheiro
Dum medo louco, altaneiro ...
O Céu, cansado de chorar
O seu desgosto, vai tentar,
Também, se esconder do mundo.
De algum abismo profundo,
Dentre corpos mutilados,
Por séculos conservados
Em sangue, ainda sinto o cheiro
Deste medo louco, altaneiro ...
A Lua, cansada de banhar
Corpos podres com seu brilhar,
Chorando, vai se esconder.
De algum lugar, com vil prazer,
Nadando em sangue (seu e meu),
Querendo o fim (o seu, o meu),
Matando tudo, vem o cheiro
Deste medo louco, altaneiro ...
Por que não posso entender
Este medo? Não quero ter
Que dormir, viver ou sonhar
Com sangue a me atormentar,
Como o orvalho frio,
Como o tenso arrepio
Da morte.
Donde vem este cheiro? Não sei.
Houve um tempo em que pensei
Que soubesse; meu coração,
Uma máquina de solidão,
Criava o medo a meu pedido.
Mas ... meu coração já está perdido
Na morte…
• © Paddy Ryan • 21 de setembro de 1987 •
Todo dia, e sempre ver
A mesma coisa, se esconde.
Em algum lugar, não sei onde,
Parece que ouço um berro,
E sinto o cheiro de ferro
Cortando carne, o cheiro
Dum medo louco, altaneiro ...
O Céu, cansado de chorar
O seu desgosto, vai tentar,
Também, se esconder do mundo.
De algum abismo profundo,
Dentre corpos mutilados,
Por séculos conservados
Em sangue, ainda sinto o cheiro
Deste medo louco, altaneiro ...
A Lua, cansada de banhar
Corpos podres com seu brilhar,
Chorando, vai se esconder.
De algum lugar, com vil prazer,
Nadando em sangue (seu e meu),
Querendo o fim (o seu, o meu),
Matando tudo, vem o cheiro
Deste medo louco, altaneiro ...
Por que não posso entender
Este medo? Não quero ter
Que dormir, viver ou sonhar
Com sangue a me atormentar,
Como o orvalho frio,
Como o tenso arrepio
Da morte.
Donde vem este cheiro? Não sei.
Houve um tempo em que pensei
Que soubesse; meu coração,
Uma máquina de solidão,
Criava o medo a meu pedido.
Mas ... meu coração já está perdido
Na morte…
• © Paddy Ryan • 21 de setembro de 1987 •
Sonhos
Voa livre, alma minha,
Nunca cesses de sonhar;
Se meu corpo engatinha,
Tu me instigas à voar!
O horizonte me convida,
Até à Lua quero ir;
Toda a vida já vivida
Me impulsiona a subir.
Alto ou baixo, sempre tentas
Loucas coisas descrever;
Penso que só te contentas
Ao poder contradizer.
E eu, confuso, só consigo
Os teus sonhos descrever;
Mas eu penso, cá comigo,
Que um dia irei te entender …
• © Paddy Ryan • 08 de agosto de 1987 •
Nunca cesses de sonhar;
Se meu corpo engatinha,
Tu me instigas à voar!
O horizonte me convida,
Até à Lua quero ir;
Toda a vida já vivida
Me impulsiona a subir.
Alto ou baixo, sempre tentas
Loucas coisas descrever;
Penso que só te contentas
Ao poder contradizer.
E eu, confuso, só consigo
Os teus sonhos descrever;
Mas eu penso, cá comigo,
Que um dia irei te entender …
• © Paddy Ryan • 08 de agosto de 1987 •
Assinar:
Postagens (Atom)
Lágrimas
Ah, como é gostoso chorar! Quando a angústia tenta acuar, O coração se derrete em lágrimas Rebeldes, insubordinadas, mas legítimas. E é ...
-
Ah, como é gostoso chorar! Quando a angústia tenta acuar, O coração se derrete em lágrimas Rebeldes, insubordinadas, mas legítimas. E é ...
-
Um intenso frio me envolve; Será que a Natureza nos devolve Toda a amargura que já recebeu? Ou será que apenas eu Tenho fri...
-
O barulho aqui dentro é insuportável; Uivos, lamentos, gritos de horror, Tudo o que há de mais deplorável, Uma mistura louca de ódio e...